* B I C H O * N O * P A R Q U E *

Arquivo da categoria ‘Depoimentos’

Mais notícias do Sião (acho que agora eu paro um tempinho, rs).

Último e-mail da Marli, de 01/04/09 :)

Oi Andrea!!!

Tudo bom?

O Sião está di mais de lindo.
Agora ele aprendeu a pedir colo…… vc consegue imaginar aquele sisudão pedindo colo?
Ontem eu fiquei no compu à tarde, dando uma olhada na intenet e ele chegou, miou, parou do lado e ficou me “encarando”. Daí eu já entendi. Entendo gatanês que é uma beleza. Então juntei as pernas e falei pra ele subir, mas como ele é pesado, acho que não dá esses pulos habituais de gato. Então eu o peguei e coloquei ele no colo, e adivinha? Ficou enrolado no meu colo um tempão. Mas vc sabe, ele é pesado e grrrraaaannnndeeeee, então, não aguentei muito tempo, pois a cadeira do compu é desconfortável.

Mais tarde, na sala, fez a mesma coisa! Aí, no sofá, consegui ficar mais tempo!

Tô definitivamente adotada! E de noite, fica no tapetinho na porta do banheiro esperando eu ir me deitar. Então, sobe na cama e deita nos meus pés!
Claro, pra tudo ele dá aqueles miados foooortes! Antes de colo, antes de subir na cama, depois que sobe na cama, pra descer escada, pra subir escada…. é um barato.

Bem, na semana que vem tem retorno com a Dra. Luciana.
Vamos ver se melhorou.

abc!!!

Marli A A Ramires

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TENHO VONTADE DE CHORAR CADA VEZ QUE A MARLI ME MANDA ESSAS NOTÍCIAS DELE. CHORAR DE ALEGRIA, DE EMOÇÃO… CLARO.

:) :) :)

Há várias notícias novas, mas posto depois. Hoje não dá mais… :)

Até!
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Agora, notícias do Maurice :)

E-mail da Cris, enviado na 6ª feira, dia 27/03 :)

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Estou hoje particularmente feliz com o Maurice!

Ele está se adaptando muito bem ao apartamento, miando bem menos durante a noite e hoje, com toda a luz da sala e televisão ligada, ele decidiu subir no sofá mesmo assim e se instalar no meu colo – isso foi inédito, apesar de já ter dormido comigo e meu namorado na cama numa tarde dessas.

E depois que voltei do parque hoje com Moacir, ele me apareceu com mais uma novidade: aprendeu a trazer a bolinha de papel para mim!

Eu jogo a bolinha, ele brinca por um minuto com ela, apanha-a na boca, traz do meu lado, solta no chão e faz um ‘nhé’ abafado. Ele repetiu a brincadeira de buscar a bolinha inúmeras vezes, fiquei até emocionada…rs

Well, escrevi só para compartilhar minha felicidadezinha básica com meu gatão gôdo, mesmo…rs

Estou enviando fotos dele parra quem ainda não conhece – e quem sabe, para um próximo calendário! ‘^+^’

Bjs,

Cristiane Stoppiglia

MauriceMaurice

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Últimas notícias sobre o Sião :)

Vou copiar e colar o último e-mail da Marli sobre o Sião. Ele passou ontem pela Dra. Luciana Deschamps, que o virou do avesso. O exame de urina não pareceu ruim. E agora as notícias fresquinhas… Have fun :)

Oi Andrea,

Ele comeu ontem à noite, bebeu água e fez xixi!
Como coisas básicas que eles fazem direitinho, nos deixam felizes!
E essa noite ele deitou-se nos meus pés!
Percebi que com essa situação de dodói, ele percebeu que eu cuido dele. E está super dócil. Quando o pego no colo, está mais relaxado e tranquilo. Já não deita na escada. Apenas fica sentado, naquela pose clássica de gato e fica olhando pra baixo, quando estamos na sala. Ou então, fica no tapete mesmo, pertinho da gente.
Tá super sociável.
De manhã cedo, o meu celular desperta, ele já fica miando, até que eu acabo levantando… é o meu segundo despertador. Mia, mia, até que eu levanto e vou pra cozinha fazer o leite das meninas e ele aproveita e faz aquela coisa que gato sabe fazer: corre na frente, de repente, pára, espera a gente ultrapassá-lo, depois corre na frente de novo… é um barato ver o Sião fazendo coisas que outros gatos fazem. - afinal, chegou tão tímido, só dormia, ficava na escada o tempo todo, - e agora está assim. Enquanto faço o leite, ele come a ração dele. Se estava com fome e a ração tá lá, pq não desceu antes para comer? Não, fica fazendo um escândalo miante até que eu desço…. quer companhia!

Com muita tranquilidade, dei todos os remédios dele ontem. São quatro agora. E mais o chazinho. Dei, inclusive a ranitidina que ela disse que será bom para o estômago. Não tenho manteiga em casa, mas passei no azeite! Para facilitar a descida, pois é uma cápsula.

Ela é realmente incrível! Manja tudo! E a facilidade com que ela manuseia ele? Não deu tempo nem dele reagir!

No laboratório ontem, vc acredita que a médica que faz o exame, viu que era o Sião e disse assim: - Ah! É o Sião! Vou chamar ajuda…. - daí, na sala de exames, vejo entrar cinco pessoas!!!!!! Mas tudo bem, deu certo.

Então. E os exames de urina, vc acha que se eu ou vc ligarmos pra ela, ela nos diz qual ração devo comprar?

Marli A A Ramires

Por hoje é só! :)
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Gatinhos com prazo de validade vencido? PARTE IV

Continuando nossa batalha para desmitificar a adoção de animais adultos, colocamos aqui alguns textos e reportagens. Algumas das nossas adoções saíram em reportagens da Arca Brasil (da Ricota, da Pantone e da Satine) e uma, também, na Revista da Hora (do Thierry e da Bryana). Já faz algum tempinho, mas sempre vale a pena mostrar.
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Retirado do site da ARCA BRASIL (para ver a matéria completa, o link é este aqui: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0708_animais_adultos.html)

A timidez dos felinos

Gatos adultos tendem a ser mais limpos, calmos, educados e obedientes do que os filhotes. Porém, a adaptação a um novo lar pode ser um processo delicado se o animal tiver sido maltratado ou crescido sem muito contato com seres humanos. Segundo Andrea Podolski, responsável pelo Projeto Bicho no Parque, o felino é um animal que não gosta muito de mudanças e demora mais para se acostumar. “Enquanto o cachorro geralmente leva algumas horas, o gato demora alguns dias para a adaptação”, diz ela.

2007 08 ricota - 2007 08 ricota

A secretária executiva Cleiser Jaqueline Lopes, que adotou a gata Ricota, sentiu o desafio dos primeiros dias na pele, com uma gata que havia sofrido maus tratos. “Na primeira semana achei que ela fosse morrer. Ela ficou sete dias escondida debaixo do sofá, sem comer, beber água ou usar a areinha”, revela.

Cleiser pensou em desistir, mas é muito grata por não tê-lo feito, porque depois de alguns dias teria uma grande recompensa: “Deixei-a à vontade e aos poucos ela foi se adaptando ao ambiente. Hoje ela é um doce, super-carinhosa, dorme conosco na cama e faz uma festa quando a gente chega em casa”, festeja a secretária.

2007 08 pantone - 2007 08 pantone

A gata Pantone da engenheira Cristiana Parada tinha histórico difícil e foi justamente por isso que sua dona a escolheu. A bichana surpreendeu ao reconhecer o seu novo lar imediatamente. Sua dona, que já tinha dois outros gatos, afirma que Pantone é a mais carinhosa e companheira. “Ela é daquelas que pula no colo, amassa a roupa e pede carinho sempre”, conta.

Em casos mais difíceis, a adaptação pode durar até dois meses e geralmente acontece com animais ariscos, que não tiveram muito contato com seres humanos. Para se ter sucesso na adoção de um gato adulto, Andrea Podolski dá a receita: “O principal é respeitar o espaço e o tempo dele, conseguir segurar a ansiedade de querer tocá-lo e ter sua amizade imediatamente”.
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E aqui está um trecho da 2ª parte da matéria da ARCA BRASIL, agora com a Satine e o Sr. Benedito (uma adoção perfeita, que sempre emociona - para quem não liga o nome à gata, Satine é a gatinha com um olhinho comprometido, que está no mês de Abril do Calendário Bicho no Parque 2008). O link é este: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0708_animais_adultos2.html

Benedito e Satine

O advogado Benedito Valdemar Labianco tinha uma gata que ficou doente e que, apesar das tentativas, infelizmente não conseguiu salvar. “Ela era filha da Gata Luna que também faz parte da minha vida”, conta.

2007 08 sr benedito satine - 2007 08 sr benedito satine

Um dia, no pet shop de um shopping em São Paulo, ele pediu para Andrea Podolski (projeto Bicho no Parque) o folheto de adoção para dar uma olhada. Neste instante ele conheceu Satine: “Foi amor a primeira vista. Andrea me perguntou se eu iria querer ela assim, adulta e cega de um olho. Eu disse que justamente por isso a queria, porque ela precisava de mim”.

“A primeira semana foi difícil. Avisei a Andrea e recebi todo apoio”, revela o advogado. Ele ficou preocupado porque Satine queria ficar só em um canto, sem nunca sair. Ele colocou água e comida próximos ao local e foi se aproximando aos poucos. Foram meses nessa dificuldade, mas aos poucos foi ganhando a confiança do animal.

Benedito diz que demorou quase um ano para ela se sentir completamente adaptada. “Hoje ela disputa com a Luna um lugar no sofá. Quando vou me deitar, costumo sentar na cama e chamar pela Satine, dizendo: ‘vem dormir filha’. Ela vem e se aloja ao meu lado. Depois chamo a Luna, que geralmente dorme nos meus pés”, narra o dono.

Benedito não tem mais animais pois mora em um apartamento e não tem espaço para outros. Quando perguntam de qual delas gosta mais, hesita: “É impossível responder, as duas são a minha maior felicidade, faço tudo para elas”.
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As mais recentes notícias do Sr. Benedito são estas, recebidas via e-mail depois de mandarmos a reportagem da Arca:

FIQUEI FELIZ. EU, A SATINE E A LUNA ESTAMOS EM HARMONIA. A MAIS NOVA DA SATINE, FICO NA SALA E QUANDO DESLIGO A TELEVISÃO ELA CORRE PARA MINHA CAMA ME ESPERAR, PRECISO DE MAIS ALGUMA COISA? E A LUNA CONTINUA DORMINDO AOS MEUS PÉS. ESTÃO LINDAS. ABRAÇOS, BENEDITO.
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Por fim, a reportagem da Revista da Hora:

Reportagem AGORA 1 c  pia - Reportagem AGORA 1 c  piaReportagem AGORA 2 c  pia - Reportagem AGORA 2 c  pia
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Alguém ainda duvida do quão gratificante e possível é adotar um bichinho adulto?
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Gatinhos com prazo de validade vencido? PARTE III

Aproveitando que ainda está viva por aqui a idéia de preconceito com animais adultos, sem raça definida ou de pelagem e cores ‘comuns’, ou ainda com algum probleminha físico, quero falar sobre algumas pessoas muito especiais.

Toda pessoa que adota um animal em vez de comprar merece nosso respeito e admiração. É gente que não considera um ser vivo uma mercadoria com etiqueta de preço, e que sabe que o valor não está na raça, cor ou pêlo. Como escreveu a Marcia Bindo na última revista ‘Vida Simples’ (Dezembro 2007 - edição 60): “O bonito de adotar um animal é que não há uma relação comercial. Quem cuida faz por amor. Quem adota também.”

Mas dentro da categoria de adotantes há uma categoria ainda mais especial. A daqueles que adotaram animais com pouca ou nenhuma chance, ou mesmo que não desistiram diante de alguma dificuldade. E aqui vai uma pequena homenagem a algumas destas pessoas tão maravilhosas, e que eu espero que venham dar seu testemunho aqui.

O Sr. Benedito adotou conosco a Satine. Uma gatinha adulta, medrosa, preta, peluda, com um olhinho defeituoso… por que as pessoas sentem pena, ficam com dó, mas não levam para casa? Ele a levou.

A Lilian adotou a Tris. Com 2 meses de idade, esta filhotinha da Satine perdeu uma perninha dianteira dentro do motor de um carro. O que sobrou da perninha foi amputado e ela ficou trípede. Foi adotada e tem uma vida de rainha.

A Raquel e o Vinícius adotaram o Thierry. Tudo bem, era um gato lindo… mas arisco, que não gostava de contato, medroso. Eles seguiram todas as orientações do Bicho no Parque, tiveram a maior paciência por semanas a fio… e conseguiram ganhar a confiança do gatinho. E depois adotaram a Bryana… uma gatinha preta, de pêlo curto e que, por causa de algum trauma numa perninha, poderia até ficar manca. Eles não ligaram. Hoje os dois gatinhos estão perfeitos, lindos, se adoram… e, claro, adoram seus escravos humanos :)

O Sid e a Milla adotaram a Noemi. Ela já havia passado por duas casas sem sucesso; mas os dois quiseram tentar. Assim como a Raquel e o Vinícius, fizeram tudo direitinho, deixaram a gatinha se adaptar em seu próprio tempo e ritmo… e hoje ela é um dos 6 xodós da casa. Outro xodó, aliás, também veio do BNP: a Pandora, uma gatinha daquelas que ninguém quer: adulta, rajada e de pêlo curto.

A Denise adotou a Molly, que depois virou Carol. Uma gatinha frajola, pequena, adulta e super arisca, que jamais teria chance com outras pessoas… e hoje está feliz e tranqüila.

A Luciana adotou a Dóris: adulta, pêlo curto e… frajola. Por algum motivo, ninguém quer gatinhos frajolas adultos. E ainda adotou junto o Romeu, ou seja, encarou 2 de uma vez…

A Leonor adotou a Petota: pretinha, adulta, pêlo curto e um rombo na orelhinha, feito por um veterinário que não entendeu que queríamos uma ‘marquinha’ de identificação para devolvê-la ao parque…

A Adriana um dia se ofereceu como lar transitório. Ficou com a Mandala, pretinha, e a Pochete, rajada, duas irmãs arisquíssimas do parque, e uma siamesa temperamental, cujo nome acho que era Melissa. Esta última foi adotada. As irmãzinhas não tiveram pretendentes logo… e acabaram sendo adotados pela Adriana - que hoje tem mais um monte de gatos… e cães :)

O Rogério adotou a Chan. Pretinha, pêlo curto… a mesma história de sempre. A diferença neste caso é que a Chan foi a 2ª tentativa de adoção do Roger. A 1ª foi a Noemi que, como visto lá atrás, não se adaptou. Mas ele não desistiu.

Como esquecer do Gary Cooper, adotado pela Nathalia? Ele foi o primeiro gatinho a usar nosso LT. Adivinhem… frajola, adulto, pêlo normal e um olhinho meio embaçado. Hoje ele tem uma pagininha no Orkut só dele.

E tantos outros: a Ana Paola e a Marcela, que adotaram a Jane Fonda (pêlo curto, branca com algumas manchas, adulta e arisca) e o Robinho (pretinho básico); a Juliana, que adotou 3 Mafagafinhos pretos, mesmo depois de achar um 4° filhote preto na rua; a Marta e o Sergio, que adotaram o Chorão (preto adulto arisco) e o Sebastian (frajolinha adolescente); a Carla, que adotou a Olívia (preta adulta) e tantos outros.

Obrigados de todos nós a todos vocês :)

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Gatinhos com prazo de validade vencido? PARTE II

Um pouco abaixo mostramos alguns dos nossos gatinhos com ‘prazo de validade vencido’ e que ninguém quer adotar. O que significa esta expressão e quais os mitos e verdades acerca deste tema, o da adoção de animais adultos?

Como todos sabem, algo com o prazo de validade vencido não tem mais valor, não pode mais ser usado, não serve mais. Seu destino é o lixo… ou, no caso de um ser vivo, o desprezo ou a indiferença. Pois bem, é assim que muita gente considera os milhares de animais acima de 1 ano de idade (e às vezes até mais jovens) que esperam por adoção. E se o bichinho não tiver uma raça, for pretinho ou tiver pêlo curto, então suas chances de encontrar um novo lar se reduzem a praticamente zero. De onde vem tanto preconceito, ainda mais num país cuja população é ela mesma um mix de todas as culturas, cores e origens possíveis?

Às vezes penso que as pessoas nos pedem apenas filhotes por puro desconhecimento da possibilidade - e do prazer - de levar para casa um animal adulto. É como se as décadas de (lamentável) comércio de animais (bichinhos recém-desmamados, ou ainda mais jovens) criaram a relação “adquirir bicho = adquirir filhote”. Tem até quem vá além (ou aquém): esquece que o filhote cresce. E o cãozinho ou gatinho que um dia foi desejado por ser bebê agora é adulto, tem outras necessidades e corre o risco de ser abandonado. Mas isto já é outro assunto.

Esse condicionamento do ‘adquirir filhote’, por sua vez, parece ter levado à falsa crença de que somente animais jovens se adaptam a um novo lar, um novo dono e até mesmo a um outro bichinho que já more na casa. Ledo engano. As duas opções têm vantagens e desvantagens. Por que não considerar ambas, então?

Adotar filhote x adotar animal adulto

Adotar um bebê é uma delícia, não se pode discutir. Eles têm energia, são brincalhões, divertidos, querem atenção, adaptam-se facilmente. Mas será que tudo isso significa apenas vantagens?

Em relação aos cães, para quem tem bastante tempo disponível e paciência, a adoção de um filhote é tranqüila. Ele ainda precisa ser ensinado, sente falta da mãe e dos irmãos e tem muito mais propensão à ‘destruição’ do que um animal de mais idade. Ou seja, precisa de uma companhia mais constante. Mesmo assim, nem sempre é possível prever qual será sua personalidade quando adulto.

Já para os muito ocupados, que passam o dia inteiro fora de casa, moram sozinhos ou têm uma criança pequena, a adoção de um adulto é muito mais indicada. Sua personalidade já é conhecida, ele não se ressente tanto da solidão e, o principal, sabe que foi resgatado de uma vida de privações – e isto o torna realmente companheiro.

No caso de gatos, não dá para negar: filhotes são uma diversão constante e sua adaptação é quase instantânea, ao passo que um gato adulto é mais sossegado (embora quase todos mantenham o espírito brincalhão) e demora um pouco mais para se acostumar à nova vida. Isto ocorre principalmente devido à resistência que os felinos têm a qualquer tipo de mudança e o medo que sentem por causa disto (quem nunca ouviu o mito de que gatos se afeiçoam à casa e não ao dono?). Mas qual a diferença REAL entre o bichinho demorar algumas horas ou alguns dias (talvez até algumas semanas) para se acostumar à nova vida, e qual a importância disto frente aos anos de convivência feliz que virão a seguir? Será que realmente não vale a pena tentar dar uma chance a um animal que já sofreu, já foi rejeitado… e que não teve a menor culpa de ter crescido? E que vai retribuir com muito, mas muito carinho mesmo a oportunidade que lhe foi dada?

Então, quando você pensar em adotar um bichinho, dispa-se dos seus preconceitos. Olhe os animais que esperam por um lar da mesma forma que eles vêem você: sem idade, sem diferença de cor, sem defeitos, sem idéias pré-concebidas… apenas como um ser vivo que merece a chance de ser feliz.


Andrea Podolski - São Paulo, 23/11/2007

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Este cantinho do nosso blog foi reservado para você, que adotou algum bichinho, seja do Bicho no Parque ou de qualquer outro lugar. Quer dividir sua experiência, suas alegrias, os medos que sentiu? Quer incentivar alguém a fazer o mesmo? Aqui é o lugarzinho pra isso.

Sejam bem-vindos!

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