Arquivo de Agosto de 2008
Aliás… as novidades!
Tudo anda tão corrido que nem dá tempo de escrever direito. Enfim, aqui vão as novidades!
Novidades ótimas:
A equipe BNP está finalmente crescendo pra valer, com gente comprometida, séria e equilibrada. Entraram para o grupo a Fabiana (que vai agora todas as 2ªs, 4ªs e 6ªs alimentar uma das colônias do parque, dando um pouco de folga para o Moacir); a Karen (que está ajudando na parte das adoções e visitas a adotantes); a Carla (que ofereceu lar transitório para a Jeannie - ex-Jane Fonda); a Luciana (que adotou a mãezinha Pituca e sua filhota Cookie, e que está oferecendo lar transitório para os demais 4 filhotes) e a Tatiana (que está batalhando por adotantes e será nossa assessora de imprensa).
Também recebemos este mês a doação de um microcomputador e uma mesa para o mesmo (do Rogerio Bettoni) e uma impressora (da dra. Liliana). Falta a sede… mas isto vai chegar um dia!
Sobre a gataria do parque, ainda não terminamos de vacinar quem faltou (são poucos e ariscos), mas estão todos bem. Só que precisamos capturar mais algumas fêmeas…
Dentro das novidades ótimas, há as adoções:
- O Polenta finalmente achou sua família humana perfeita: no dia 06/08 foi para a casa da Rose, que tem dois filhos (que ele adorou), mora em apto. telado e tem mandado ótimas notícias. Até que enfim…
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- Depois que o Polenta foi embora, o Maurice e a Jasmin, na casa da Simone, ficaram mais calmos. E agora, com escovação diária, Malt Paste e comida à vontade, o Maurice não vomita mais - ao menos, não na freqüência em que vomitava.
- Também está sossegada a adoção da Pituca e da Cookie.
- A Blue e a Berry, que depois de adotadas viraram Chica (da Silva) e Tude (Negritude), estão lindas. Foram castradas na última 6ª feira, dia 22/08.
- Ao fotografar gatinhos para o calendário, aproveitamos para visitar alguns dos já doados, e que estão todos ótimos e felizes: Manolo e Bartolo; Romeu e Doris; Olivia; Thierry e Bryana; Sissi.
- Esta semana será entregue o Marshmallow. Finalmente curado do fungo, micose, sarna e tudo mais que teve…
- Ainda estão para adoção os bebês da Pituca (a Amarelinha elétrica, o Bege calminho, a Tricolorzinha arteirinha e o Frajolinha carente), que um monte de gente quis e depois desistiu; e o Tony e o Pantufo, que também queremos doar juntos, pois são super unidos. E, é claro, os de sempre… Giorgio e Gian, Mansa, Berinjela e Corinna…
Agora, a má notícia…
Na última ida ao parque com a Dra. Liliana, capturamos uma gatinha feral. Como era noite, ela foi para o LT, ficando numa gaiola. Nos dias seguintes, furiosa, quase não permitia a troca de comida ou privadinha, atacava - e a clínica estava cheia demais para levá-la. Enfim, no dia marcado para sua cirurgia, ao tentar pegá-la, ela escapou, se escondeu, e só no final da tarde foi possível capturá-la de novo (e isto, dentro do LT). Levada para a clínica, foi castrada dois dias depois (sendo preciso cambão para tirá-la da gaiola). Foi vacinada, microchipada, tatuada. E alguns dias depois, quando o Moacir a levava para o carro, para ser devolvida ao parque, ela conseguiu abrir a caixa de transporte, cruzou a rua em frente à clínica e sumiu. Nem deu tempo de correrem atrás dela
Além do mais, ela não atende por nome nenhum, era super arisca com gente. Bem, pelo menos está castrada e vacinada.
Por mais que se tome cuidado, esses bichinhos sempre conseguem, de uma forma ou de outra, dar um baile na gente. Esta foi a pior gatinha que já pegamos, a mais furiosa, mais arisca. E fez com que criássemos mais regras de segurança do que já temos. Porcaria
Enfim, acho que é isso. Até o próximo post. E quem ler isto aqui, por favor, divulgue nossos bichaninhos!
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Adoção de animais e adoção de crianças
Alguns dias atrás, eu soube de mais um caso em que alguém se recusou a responder o questionário de adoção de animais (enviado por qualquer protetor cuidadoso para todo pretendente à adoção de um animalzinho) com a clássica justificativa de que ‘não se trata da adoção de uma criança’. E achei que seria bom falar um pouco sobre isto.
É plenamente justificável a preocupação das autoridades com quem vai adotar uma criança. Afinal, até esta criança ter condições de se sustentar, serão vários anos de gastos com habitação, comida, estudo, vestuário, saúde e tudo mais que um ser humano precisa. Sem contar, é claro, todo o carinho, amor e bons exemplos que ela deverá receber para não se tornar um adulto problemático. Acontece que crianças uma hora começam a falar. E, a menos que estejam num cárcere privado, vão à escola, têm amiguinhos, professores, vizinhos – pessoas que podem perceber se há algo errado, se há algum tipo de abuso. Também é improvável o abandono de uma criança por quem a adotou. Por fim, crianças um dia crescem – tornam-se adultas, tornam-se independentes.
Um animal, assim como uma criança, também gera gastos: com medicamentos e consultas médico-veterinárias, com alimentação, com higiene, com brinquedos, eventualmente com roupas. Claro, não precisa de uma ‘escola’, mas às vezes precisa ficar hospedado num hotelzinho, precisa de alguém que passeie com ele. Também necessita de carinho, de atenção, de cuidados. Só que o animal, ao contrário de uma criança, não cresce, não se torna independente; fica eternamente criança. Uma criança que não pode explicar o que lhe fizeram, como a maltrataram, onde morava antes de ser abandonada. Uma criança que muita gente não tem o menor pudor em abandonar na primeira dificuldade, mesmo que esta dificuldade seja uma viagem de férias na qual o bichinho não pode ir junto! Que muita gente abandona porque chora (late ou mia) demais, porque estragou um sofá, porque arranhou ou mordeu alguém que certamente lhe deu motivos para isto. É uma criança que se pode facilmente trancafiar dentro de um canilzinho ou quartinho fétido, imundo, com pouca ou nenhuma comida, com água suja. Ou cujos ‘pais’ não se importam se sai para a rua e morre atropelada, envenenada, maltratada. Para estas pessoas, o animal é um brinquedo, é um sistema de alarme ‘barato’, é um companheirinho que pode ser trocado por ‘algo melhor’ que apareça, como um noivo, uma namorada. É um objeto que pode ser jogado fora no momento em que se enjoou dele.
Tanto crianças como animais são seres vivos e, como tais, merecem respeito e uma vida digna. Ambos sentem fome, frio, dor, solidão, tristeza, medo. Ambos são indefesos e podem ser – e são – vítimas das mais atrozes crueldades. E por isso o cuidado tomado por quem doa é justificável, e muito, em ambos os casos – das crianças e dos animais.
A adoção de um bichinho é um compromisso para muito, muito tempo – 10, 15 anos. Às vezes, até mais. Durante este período muita coisa pode acontecer com qualquer um de nós. Podemos perder o emprego, mudar de casa, separar do(a) companheiro(a), encontrar um novo amor, ficar sem dinheiro, ir para outra cidade ou país. Mas o animalzinho continua o mesmo - aquela criancinha dependente e que, à medida que envelhece, precisa de nós cada vez mais. Por isso, o questionário é necessário. Ele não é uma invasão de privacidade. Ele é um instrumento que serve para esclarecer o adotante de tudo que a adoção envolve e que ajuda o doador a verificar se o dito adotante está preparado para o tamanho do passo e do compromisso que quer assumir. Quem não quer respondê-lo com justificativas como a que gerou este artigo, não está preparado para cuidar de nenhum ser vivo.
3 comentários »Vacinação no parque - parte II
O 2° round aconteceu no dia 04/08. Foram vacinadas as gatinhas Josefina, Cobre e Corujinha, e retirada uma gatinha ainda sem nome, que ficou no LT até o dia 11/08. Será castrada dia 13/08 e devolvida ao parque, pois é totalmente feral…
Tb vermifugamos mais uma vez a Meg, que anda desaparecida nestes últimos dias. Desta feita, foi a Lola quem escorregou por nossas mãos e não se permitiu vacinar… enfim, ainda faltam alguns.
Polenta foi adotado novamente. Vamos ver se dá certo desta vez. Também foram para a casa nova a mãezinha dos 5 filhotes (Pituca), adotada junto com uma das filhotas (Cookie, uma frajolinha). A Luciana, que as adotou, está com toda a trupe, pois ofereceu lar transitório enquanto não são adotados.
Ainda estão à disposição esses 4 filhotes, o Pantufo, o Tony e o Marshmallow… além, claro, da gataria do LT.
A má notícia é que voltou para nós a Jane Fonda, 3 anos depois de ser adotada. O que tb não deixa de ser uma boa notícia, pois ela não estava sendo bem tratada na casa onde morava e, por conta disso, estressada, fazia xixi fora do lugar. E voltou sem nenhuma vacina desde 2005, qdo nós a entregamos com tudo certinho. É o fim… Ela está linda e gorda, mas super amedrontada. E, ao mesmo tempo, é um doce com gente. Está prontinha para ser readotada por alguém que lhe dê a vida que merece.
Por enquanto é isso. Boletim bem rapidinho mesmo!
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