* B I C H O * N O * P A R Q U E *

Arquivo de Fevereiro de 2008

Novidades

Estamos de volta, depois de algum tempo sem postar as novidades. Bem, aqui estão…

Rambo e Teresa voltaram à clínica no dia 07/02, sendo castrados no mesmo dia. O Rambo foi devolvido ao parque no dia 09/02 e a Teresa permaneceu na clínica até ser adotada, no dia 21/02. Sua nova mãe adotou há algumas semanas uma gatinha e uma cadelinha que estavam na clínica, e estão todas em harmonia.

Dia 12/02 tivemos a reunião com os novos voluntários no parque. Apesar da chuva, deu para andar um pouco, apresentar alguns gatos e falar sobre o projeto.

LUNA - LUNA
LUNA - LUNA

Na semana do dia 12/02, a gatinha branca e surda que a Graça encontrou, batizada de Luna, foi levada à clínica para ser castrada e vacinada. É muito doce com gente, mas não gosta muito de outros gatos…

No dia 16/02 a cachorrinha Preta recebeu um anti-pulgas, primeiro passo para prepará-la para a adoção pela avó da Raquel, que adotou conosco o gatinho preto Paquito em 2006.

Preta na casa nova 1 - Preta na casa nova 1
Preta na casa nova 2 - Preta na casa nova 2

Preta foi para a casa nova no dia 23/02, depois de um belo banho. Agora mora em uma casa com quintal imenso e muita gente carinhosa para lhe dar a vida que merece!

No dia 20/02 a Simone e o Nelson encontraram no parque, dentro de uma caixa de papelão, um gatinho preto recém-nascido (ainda com o cordão umbilical). Resgataram-no, cuidaram dele e no dia 22/02 (6ª feira) ele veio para mim. Antes, passou por uma consulta - com direito a anti-pulgas (havia dezenas delas), pesagem (99 gramas) e um banho de água morna e sabonete Dove.

Pingado - Mamadeira
Pingado - Pesando uns 120 g

No sábado, seu peso já havia aumentado mais de 10% (112g). O cordão umbilical caiu na noite de sábado para domingo, dia em que foram tiradas as fotos aqui postadas. E na 3ª feira, dia 26/02, seu peso era de 155g. Está se desenvolvendo bem, mas ainda está com os olhinhos fechados… e por enquanto seu nome é Pingado.

No dia 21/02 fui para o parque às 7:00h para tentar capturar gatos com a Tati… mas a fase de pegarmos animais nós mesmos realmente acabou. No mesmo dia liguei para o Rogério, craque nisto, e marquei para a 2ª feira seguinte. Mas tive de desmarcar, porque começamos a telar a gaiola grande e algumas janelas da clínica, para evitar ‘acidentes’, e o serviço só termina na 6ª ou no sábado. E há outros motivos para esta captura continuar suspensa por tempo indeterminado, mas falaremos deles em momento mais oportuno.

Na mesma 6ª feira, dia 22, às 23:00h, a dra. Liliana e eu resgatamos um filhote frajola no Jd. Europa. Nós sempre tentamos não sair do foco do projeto, que é o manejo de gatos ferais em áreas públicas, mas volta e meia acontece de um de nós esbarrar em algum bichinho. E nessas horas é claro que não se fecha os olhos. Mas felizmente nossa sintonia é outra, o objetivo é outro, e esses resgates são bem raros.

Mary Christie
Mary Christie

De qualquer modo, é uma menina branca e preta de uns 3 meses, provavelmente nascida ao redor do Natal (motivo pelo qual ganhou o nome de Mary Christie). Ela foi na mesma noite para o LT, recebeu um anti-pulgas e lá passou o fim-de-semana (dentro de uma gaiola). Na 2ª feira foi para a clínica, onde recebeu um banho para tirar toda a graxa (as fotos aqui postadas mostram-na no estado em que foi resgatada) e tb medicação, já que começou a espirrar. Mas no geral está ótima e brincalhona.

No dia 23/02, depois da entrega da Preta, a gatinha Luna saiu da clínica e foi para o LT. O clima lá não anda dos melhores, há gatos demais… e, por causa do tempo que o Pingado toma, eles têm ficado com pouca companhia humana. Mas em breve parece que alguns ganharão um lar de verdade, graças à ajuda da Suzeli, que tem feito uma forte divulgação dos bichanos. Obrigada, Suzi!

Provavelmente em Março e Abril o BNP sairá em duas revistas. Avisaremos assim que soubermos com exatidão!

Por enquanto é só!
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Gatinhos com prazo de validade vencido? PARTE IV

Continuando nossa batalha para desmitificar a adoção de animais adultos, colocamos aqui alguns textos e reportagens. Algumas das nossas adoções saíram em reportagens da Arca Brasil (da Ricota, da Pantone e da Satine) e uma, também, na Revista da Hora (do Thierry e da Bryana). Já faz algum tempinho, mas sempre vale a pena mostrar.
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Retirado do site da ARCA BRASIL (para ver a matéria completa, o link é este aqui: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0708_animais_adultos.html)

A timidez dos felinos

Gatos adultos tendem a ser mais limpos, calmos, educados e obedientes do que os filhotes. Porém, a adaptação a um novo lar pode ser um processo delicado se o animal tiver sido maltratado ou crescido sem muito contato com seres humanos. Segundo Andrea Podolski, responsável pelo Projeto Bicho no Parque, o felino é um animal que não gosta muito de mudanças e demora mais para se acostumar. “Enquanto o cachorro geralmente leva algumas horas, o gato demora alguns dias para a adaptação”, diz ela.

2007 08 ricota - 2007 08 ricota

A secretária executiva Cleiser Jaqueline Lopes, que adotou a gata Ricota, sentiu o desafio dos primeiros dias na pele, com uma gata que havia sofrido maus tratos. “Na primeira semana achei que ela fosse morrer. Ela ficou sete dias escondida debaixo do sofá, sem comer, beber água ou usar a areinha”, revela.

Cleiser pensou em desistir, mas é muito grata por não tê-lo feito, porque depois de alguns dias teria uma grande recompensa: “Deixei-a à vontade e aos poucos ela foi se adaptando ao ambiente. Hoje ela é um doce, super-carinhosa, dorme conosco na cama e faz uma festa quando a gente chega em casa”, festeja a secretária.

2007 08 pantone - 2007 08 pantone

A gata Pantone da engenheira Cristiana Parada tinha histórico difícil e foi justamente por isso que sua dona a escolheu. A bichana surpreendeu ao reconhecer o seu novo lar imediatamente. Sua dona, que já tinha dois outros gatos, afirma que Pantone é a mais carinhosa e companheira. “Ela é daquelas que pula no colo, amassa a roupa e pede carinho sempre”, conta.

Em casos mais difíceis, a adaptação pode durar até dois meses e geralmente acontece com animais ariscos, que não tiveram muito contato com seres humanos. Para se ter sucesso na adoção de um gato adulto, Andrea Podolski dá a receita: “O principal é respeitar o espaço e o tempo dele, conseguir segurar a ansiedade de querer tocá-lo e ter sua amizade imediatamente”.
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E aqui está um trecho da 2ª parte da matéria da ARCA BRASIL, agora com a Satine e o Sr. Benedito (uma adoção perfeita, que sempre emociona - para quem não liga o nome à gata, Satine é a gatinha com um olhinho comprometido, que está no mês de Abril do Calendário Bicho no Parque 2008). O link é este: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0708_animais_adultos2.html

Benedito e Satine

O advogado Benedito Valdemar Labianco tinha uma gata que ficou doente e que, apesar das tentativas, infelizmente não conseguiu salvar. “Ela era filha da Gata Luna que também faz parte da minha vida”, conta.

2007 08 sr benedito satine - 2007 08 sr benedito satine

Um dia, no pet shop de um shopping em São Paulo, ele pediu para Andrea Podolski (projeto Bicho no Parque) o folheto de adoção para dar uma olhada. Neste instante ele conheceu Satine: “Foi amor a primeira vista. Andrea me perguntou se eu iria querer ela assim, adulta e cega de um olho. Eu disse que justamente por isso a queria, porque ela precisava de mim”.

“A primeira semana foi difícil. Avisei a Andrea e recebi todo apoio”, revela o advogado. Ele ficou preocupado porque Satine queria ficar só em um canto, sem nunca sair. Ele colocou água e comida próximos ao local e foi se aproximando aos poucos. Foram meses nessa dificuldade, mas aos poucos foi ganhando a confiança do animal.

Benedito diz que demorou quase um ano para ela se sentir completamente adaptada. “Hoje ela disputa com a Luna um lugar no sofá. Quando vou me deitar, costumo sentar na cama e chamar pela Satine, dizendo: ‘vem dormir filha’. Ela vem e se aloja ao meu lado. Depois chamo a Luna, que geralmente dorme nos meus pés”, narra o dono.

Benedito não tem mais animais pois mora em um apartamento e não tem espaço para outros. Quando perguntam de qual delas gosta mais, hesita: “É impossível responder, as duas são a minha maior felicidade, faço tudo para elas”.
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As mais recentes notícias do Sr. Benedito são estas, recebidas via e-mail depois de mandarmos a reportagem da Arca:

FIQUEI FELIZ. EU, A SATINE E A LUNA ESTAMOS EM HARMONIA. A MAIS NOVA DA SATINE, FICO NA SALA E QUANDO DESLIGO A TELEVISÃO ELA CORRE PARA MINHA CAMA ME ESPERAR, PRECISO DE MAIS ALGUMA COISA? E A LUNA CONTINUA DORMINDO AOS MEUS PÉS. ESTÃO LINDAS. ABRAÇOS, BENEDITO.
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Por fim, a reportagem da Revista da Hora:

Reportagem AGORA 1 c  pia - Reportagem AGORA 1 c  piaReportagem AGORA 2 c  pia - Reportagem AGORA 2 c  pia
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Alguém ainda duvida do quão gratificante e possível é adotar um bichinho adulto?
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Na última 5ª feira, dia 31/01, uma reunião de quase 5 horas definiu os rumos da estrutura de nosso site e nosso futuro banco de dados - uma idéia que nasceu junto com todo o resto do projeto, mas ainda não havia sido colocada em prática. Em breve já aparecerão as primeiras mudanças, que começarão pela prestação de contas (que era super complicada de fazer por causa do sistema implantado no site). O resto demorará um pouco mais.

O LT está um stress só. A Jasmin não é fã de outros gatos e rosna para todos; Teresa já está mais solta e nem aí para ninguém - só pensa em brincar e correr; Berinjela ficou bravo nos primeiros dias, mas já está melhor. A Little se dá bem com todos, bem como a Maricota e o Maurice. Mansa está ressabiada. Polenta vai com a cara de uns e odeia outros… mas tem jeito mesmo de gatão dominante (aliás, ele engordou pelo menos uns 2 a 3kg depois de tudo que aconteceu. Está um gatão gigante, pesado e maravilhoso). A Luzes nem aparece e a Corinna demonstra estar ressentida - o LT está populoso demais… Com o Rambo, que nem conta por estar totalmente isolado, são 11 felinos.

O Rambo, aliás, começou a miar quando aparece alguém. Aceita carinho, come feito um leão e bebe muito também. Dá pena de deixá-lo ali; a vontade é de soltar pelo LT, devolver ao parque, tentar adotar - qualquer coisa, menos mantê-lo ali. De qualquer forma, 4ª feira ele volta para a clínica e, se estiver tudo bem, já será castrado na 5ª… e devolvido ao parque assim que possível.

Ganhamos, de uma vizinha do LT, 2 pacotes de sílica gel Chalesco. É um granulado sanitário fantástico, que realmente retém os odores (sem soltar aquele cheiro de amoníaco), não fica pastoso e é super durável. Infelizmente seu preço é quase proibitivo (algo em torno de R$ 15,00 o saco de 1,8kg), mas vale a pena para deixar nas jaulinhas, onde o espaço é pequeno e sempre tem algum gato que escolhe o banheiro como cama - como foi o caso do próprio Rambo, que insistia em fazer isto, mesmo tendo uma gaiola de 1,20 x 0,60m inteira para ficar. Para o resto do LT continuaremos com a Super Mitzi mesmo.
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No próximo post vou tecer ‘comentários sobre o comentário’ da Silvana, que escreveu abaixo. Até lá!

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Sobre os gatos

O que significa, para você, amar os animais?

Muita gente diria que significa dar uma vida maravilhosa ao seu próprio ‘pet’. Outros diriam que significa respeitar todos os animais, sem distinção de raça, tamanho, cor, idade. Outros iriam além: é dar segurança, é defender, é salvar os que precisam.

Todas as alternativas acima estão certas, e provavelmente há outras além da que eu mesma vou colocar aqui: para mim, amar os animais significa também colocar-se no lugar deles e tentar ver a vida como eles mesmos a vêem, sem idéias pré-concebidas e, o principal, sem a lógica humana - que na maioria das vezes atrapalha até mesmo os próprios humanos.

Parece-me muita arrogância acreditar que nós, humanos, sabemos sempre o que é melhor para tudo que está à nossa volta, incluindo os animais. Afinal, cada pessoa tem seus próprios parâmetros de conforto, de felicidade, de lar, de segurança - que podem variar até de país para país, de cultura para cultura. E se nem nós estamos de acordo nisto, como podemos ditar regras para outros seres? Será que nossos conceitos servem também para os animais? Eu digo que não… nem sempre. Principalmente quando se fala de felinos. Aliás, é por isto que criei o Bicho no Parque.

Por algum motivo, os gatos sempre foram considerados ‘pequenos cachorros’. Antigos livros dos cursos de Medicina Veterinária voltados a pequenos animais eram dedicados basicamente aos cães, e os gatos entravam literalmente no apêndice. Nada mais incorreto. Esta visão está mudando - tanto que hoje há profissionais que cuidam exclusivamente de felinos, algo impensável há alguns anos - mas, mesmo assim, muita gente ainda teima em querer comparar as duas espécies e, o pior, dar-lhes o mesmo tratamento.

O cachorro é, desde tempos imemoriais, dependente do homem. O gato, não - ele manteve sua independência, seu espírito livre. E alguns felinos são simplesmente indomesticáveis. E é isso que as pessoas não compreendem. Achar que todo e qualquer gato prefere um sofá ou colo quentinho a uma grama úmida e à liberdade é simplificar as coisas, é pensar em termos humanos e não felinos - afinal, NÓS preferimos este tipo de conforto.

O Rambo, no parque, era um doce, carinhoso. Assim como a Menina, o Tigrão, a Meg Ryan, a Neve e vários outros. Ao serem tirados de seu lar, seu habitat, mudaram seu comportamento, que variava do depressivo ao furioso. Mas, ao voltarem ao parque (no caso da Menina, do Tigrão e da Meg Ryan), retornaram também ao comportamento dócil anterior. A Neve foi adotada, mas por uma pessoa que a respeita e sabe que ela não é um gato de colo. Mesmo assim, ela continua bastante arredia com estranhos.

No final de 2002, tiramos do parque os primeiros gatos para castrar. A Menina, o Mausi e a Branquinha ficaram por uma semana em minha casa para se recuperarem da cirurgia. O Mausi, na época com uns 5 a 6 meses, logo se soltou - tanto que acabou sendo adotado por nós. A Branquinha ficou arredia. E a Menina, furiosa e intocável. Colocá-la na caixa de transporte para devolver ao parque foi quase impossível. Chegando lá, ainda presa, ela começou a miar - tinha percebido onde estávamos. A caixinha de transporte foi colocada no chão, a porta aberta; ela saiu e começou a se esfregar em minhas pernas, ronronar, aceitar carinho. Estava em casa.

Alguns anos depois foi feita uma tentativa de adoção dela e do Tigrão, juntos - como são muito unidos, é impossível separá-los. O Tigrão quase destelhou a casa e miava o tempo inteiro, a Menina ficou o tempo inteiro escondida. Esse comportamento não mudou em mais de uma semana. Devolvidos ao parque, ficaram novamente sociáveis. Eles continuam para adoção - estão velhinhos, e nós, apegados a eles, gostaríamos - dentro da nossa visão humana de mundo - que eles tivessem um final de vida mais tranqüilo. Mas o que será que ELES querem?

É por isso que eu pergunto: é justo colocar todos os felinos ditos domésticos dentro de um mesmo saco e considerar que merecem a morte aqueles que não aceitam e não se encaixam nos nossos parâmetros do que é bom? É correto sacrificá-los por não ’servirem’ para companhia, por serem bravos, medrosos ou por simplesmente se defenderem do homem que os acua? Não seria melhor respeitar as diferenças e permitir, como já é feito em países de primeiro mundo, que os gatos ferais tenham direito à vida no lugar que eles consideram como sua casa?
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Em tempo…

Na 5ª feira, 31/01, o Nelson e a Simone tiraram do parque uma gatinha jovem, de menos de um ano, peluda e já castrada, que havia sido abandonada algumas semanas antes. No mesmo dia ela recebeu as vacinas, foi fotografada e encaminhada para nosso LT. Está lá, permanecendo isolada dos demais quando não há ninguém. Seu nome é Jasmin.

Na 6ª feira apareceu uma gata adulta, branca, peluda, de olhos bem azuis e vesguinha. A Graça encontrou uma pessoa para hospedá-la durante o Carnaval, mas logo depois ela será levada à clínica para exames, castração e vacinas.

Teresa está ótima. Quase não há vestígios da lesão em seu olho direito; é alegre, espoleta e, bem, temperamental :) . Por causa do Carnaval, foi encaminhada ontem (sábado, 02/02) para nosso LT… onde divide um quarto com a Jasmin.

O Rambo está bem. Aparentemente a infecção era mesmo por causa das feridas e do abcesso que uma dessas feridas virou. Também foi levado para nosso LT devido ao Carnaval, mas permanece dentro de uma jaulinha. É um gato fácil de tratar, porém está extremamente acuado, com medo, infeliz mesmo. Um animal indoável, que considera o parque seu lar e a liberdade, seu modo de vida. Por isso, depois de ser castrado e vacinado, é para lá que ele vai voltar.

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