Gatinhos com prazo de validade vencido?
Aqui vão algumas fotos recentes dos gatinhos que estão prontíssimos para adoção e que ninguém quer. E sabe por que ninguém os quer? Porque cresceram, ficaram adultos e, aos olhos de quem adota animais, perderam seu encanto. Como é complicado esse preconceito…
A Little tem 5 anos e é um doce de gata companheira, que adora ficar juntinho. Passou por alguns probleminhas, foi internada, sarou, foi adotada, devolvida um ano depois porque sua dona arrumou ‘um noivo que não quer saber de cuidar de bicho’, teve suspeita de FeLV (Leucemia Viral Felina), foi tratada, o exame negativou… ufa! Pois é, agora aguarda um lar com tudo de bom.
O Maurice foi o único que sobrou de uma ninhada de 4 - um pretinho e 3 amarelinhos. É um doce de gato, falante (ele responde quando se fala com ele), esperto, grandão… e com um longo rabo que parece uma bengalinha. É lindo. Está com quase 1,5 ano e perfeitamente saudável.
A historinha do Polenta será que precisamos contar? Basta ler alguns dos posts deste blog pra saber o que ele passou… foi abandonado no parque aparentemente castrado; devido ao forte cheiro da sua urina marcamos um ultrassom para ver se estava tudo em ordem. Já adotado, foi levado para fazer o tal ultrassom, que detectou um testículo no meio da barriga. A cirurgia estava agendada quando ele de repente ficou muito mal, foi internado às pressas e tratado de hemobartonelose. Quase morreu. Gastamos mais de R$ 1.000 com ele só por causa dessa doença. Ele foi devolvido, ficou no lar transitório até se recuperar por inteiro e, no dia 09/11, foi finalmente castrado. E agora aguarda adoção… na jaulinha do veterinário. É um gato companheiro, doce, fofão demais. Quem se habilita?
A Mansa é uma gatinha dócil, que gosta de gente, adora colo e, pelo que parece, um tanto rueira. É jovem, foi abandonada castrada e, como ia voltar ao parque, tem uma marquinha na orelha para identificação. No fim, por ser tão dócil, acabou indo para o lar transitório… e está lá, à espera de um lar.
Gente, todo ser vivo merece uma chance de uma vida boa. É muito triste ver que o mesmo preconceito que afeta crianças sem lar atinge também os animais. Basta crescerem um pouquinho e ninguém mais se interessa por eles.
É justo?
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